Bioestimulador e ácido hialurônico: a combinação por trás do Lumina Lift

Na consulta, você ouviu dois nomes: bioestimulador e ácido hialurônico. Saiu com a sensação de que os dois servem para “rejuvenescer”, mas sem saber direito o que muda de um para o outro.

De fato, é uma dúvida muito comum. A seguir, você entende a função de cada um e por que eles costumam aparecer no mesmo plano.

Embora sejam injetáveis, os dois têm funções diferentes. O ácido hialurônico repõe volume e hidrata, com efeito visível logo após a aplicação. O bioestimulador faz a pele produzir colágeno novo, com firmeza que aparece aos poucos. Juntos, tratam volume e flacidez ao mesmo tempo.

Qual a diferença entre bioestimulador e ácido hialurônico?

A principal diferença está no modo de agir. Primeiramente, o ácido hialurônico é uma substância que o próprio corpo produz e que atrai água. Por isso, ele preenche e hidrata no mesmo momento da aplicação.

Já o bioestimulador não preenche de imediato. Em vez disso, ele provoca uma resposta da pele, que passa a produzir colágeno ao longo das semanas seguintes [1].

Ácido hialurônicoBioestimulador de colágeno
Como agePreenche e hidrataEstimula a produção de colágeno
Quando aparece o efeitoLogo após a aplicaçãoAos poucos, ao longo de semanas
Indicação principalPerda de volume, sulcos, contornoFlacidez e perda de firmeza
ExemplosÁcido hialurônico de diferentes densidadesÁcido polilático, hidroxiapatita de cálcio

Quando usar ácido hialurônico?

Em geral, o ácido hialurônico entra quando o rosto perdeu volume em pontos específicos. Por exemplo:

  • maçãs do rosto menos projetadas;
  • olheiras com sulco;
  • contorno da mandíbula e do queixo;
  • lábios mais finos, sobretudo com a idade.

Além disso, existem versões mais fluidas, usadas para hidratar a pele por dentro, como os skinboosters.

Quando usar bioestimulador?

Por outro lado, o bioestimulador entra quando a queixa principal é a flacidez da pele. Uma revisão sistemática publicada em 2024 analisou 45 estudos e descreve esses produtos como uma opção para induzir mudanças fisiológicas na pele que suavizam o envelhecimento [1].

Na prática, ele costuma ajudar em:

  • pele menos firme no rosto e no pescoço;
  • flacidez leve a moderada, principalmente no terço inferior;
  • perda de densidade da pele, principalmente com a idade.
Médica preparando seringas de bioestimulador e ácido hialurônico em bandeja estéril

Por que combinar bioestimulador e ácido hialurônico?

Porque o envelhecimento do rosto acontece em várias camadas ao mesmo tempo. Com os anos, o rosto perde volume e, ao mesmo tempo, a pele perde colágeno.

Assim, usar só um dos produtos costuma tratar metade do problema. De acordo com um consenso internacional de especialistas, as combinações de tratamentos trazem resultados melhores do que um único recurso [2]. Existe inclusive um produto que já une as duas substâncias em uma única seringa [3].

Como é a aplicação de bioestimulador e ácido hialurônico?

As duas aplicações acontecem em consultório, com anestesia tópica ou local. Em geral, o processo segue estas etapas:

  1. Avaliação: o médico analisa o rosto em repouso e em movimento, além da qualidade da pele.
  2. Planejamento: em seguida, define quais áreas recebem cada produto e em que ordem.
  3. Aplicação: com agulha ou cânula fina, ele injeta o ácido hialurônico nos pontos de sustentação e o bioestimulador nas áreas de flacidez.
  4. Retorno: por fim, a consulta de revisão avalia o resultado e, se preciso, faz ajustes.

Dependendo do bioestimulador, o plano pode prever mais de uma sessão, com intervalo de algumas semanas. Por outro lado, o ácido hialurônico geralmente resolve o volume em uma sessão.

Quanto tempo dura cada um?

A durabilidade varia conforme o produto, a área e o metabolismo de cada pessoa. Ainda assim, os estudos dão uma boa referência.

No caso do ácido polilático, um estudo randomizado com 116 pacientes mostrou melhora das rugas por até 25 meses após a última aplicação [4]. Já o ácido hialurônico costuma durar de seis meses a mais de um ano, conforme a densidade do produto e a região tratada.

Ácido hialurônicoBioestimulador de colágeno
Início do efeitoImediatoDe dois a três meses
Duração médiaDe 6 a 18 meses, conforme o produtoAté cerca de dois anos
Dá para reverter?Sim, com enzima específicaNão

Quais são os cuidados depois da aplicação?

Na maioria dos casos, a recuperação é tranquila. Nos primeiros dias, podem surgir inchaço, vermelhidão e pequenos roxos nos pontos de aplicação.

Enquanto isso, algumas orientações ajudam:

  • evitar exercícios intensos e calor excessivo nas primeiras 24 a 48 horas;
  • seguir a orientação de massagem do médico, principalmente depois do ácido polilático;
  • usar protetor solar diariamente;
  • avisar a clínica se notar dor forte, mudança de cor na pele ou nódulos.

Contudo, complicações sérias são raras quando a aplicação acontece com médico experiente e produto regularizado na Anvisa. Por isso, vale sempre confirmar quem faz o procedimento e qual produto o médico vai usar.

Mitos sobre bioestimulador e ácido hialurônico

Algumas ideias circulam muito, mas não se sustentam:

  • “Ácido hialurônico deixa o rosto artificial.” Na verdade, o aspecto artificial vem do excesso de produto ou do ponto errado, e não da substância em si.
  • “Bioestimulador dá resultado na hora.” Não dá, porque o colágeno novo leva semanas para se formar.
  • “Quem começa não pode parar.” Pode, sim. Ao parar, o rosto apenas segue o envelhecimento natural, sem piorar por causa do tratamento.
  • “Só serve depois dos 50.” De fato, a indicação depende da pele, e não só da idade. Por isso, há casos que começam aos 35 ou 40 anos.

Como a CBV usa essa combinação

Na CBV, a combinação de bioestimuladores com diferentes tipos de ácido hialurônico é a base do Lumina Lift, um protocolo de rejuvenescimento em sessão única, planejado em graus de 1 a 5.

Se você quer saber mais sobre cada produto, leia também bioestimuladores: como eles podem melhorar a sua pele.

Perguntas frequentes

Bioestimulador ou ácido hialurônico: qual é melhor?

Nenhum é melhor que o outro, porque eles têm funções diferentes. Portanto, a escolha depende do que o seu rosto precisa.

Pode aplicar os dois no mesmo dia?

Em muitos casos, sim, desde que o plano seja bem feito. Ainda assim, o médico define a ordem e o intervalo conforme as áreas tratadas.

Bioestimulador tem ácido hialurônico?

Os bioestimuladores clássicos, não. Porém, existem produtos híbridos que associam as duas substâncias.

Bioestimulador e ácido hialurônico servem para homens?

Sim. Nos homens, geralmente, o foco está no contorno da mandíbula, nas têmporas e na firmeza da pele, sempre respeitando os traços masculinos.

Converse com a Dermatologia da CBV

Escolher entre bioestimulador, ácido hialurônico ou a combinação dos dois depende do que o seu rosto perdeu. No Núcleo de Dermatologia da CBV Clínica, os dermatologistas avaliam volume, firmeza e qualidade da pele para montar o plano, seja um tratamento pontual, seja o Lumina Lift.

Para agendar sua consulta, entre em contato conosco via WhatsApp.

Referências

  1. Fisher SM, Borab Z, Weir D, Rohrich RJ, The emerging role of biostimulators as an adjunct in facial rejuvenation: A systematic review, J Plast Reconstr Aesthet Surg, 2024;92:118-129. PubMed
  2. Carruthers J, Burgess C, Day D, et al., Consensus Recommendations for Combined Aesthetic Interventions in the Face Using Botulinum Toxin, Fillers, and Energy-Based Devices, Dermatol Surg, 2016;42(5):586-597. PubMed
  3. Proietti I, et al., HArmonyCa hybrid filler to restore connective tissue: An Italian real-life retrospective study, J Cosmet Dermatol, 2024. PubMed
  4. Narins RS, Baumann L, Brandt FS, et al., A randomized study of the efficacy and safety of injectable poly-L-lactic acid versus human-based collagen implant in the treatment of nasolabial fold wrinkles, J Am Acad Dermatol, 2010;62(3):448-462. PubMed

Sobre o
Autor

Dr. Bruno

Vargas

Referência nacional

em Dermatologia

CRM-MG 38959 / RQE 32477

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