Melasma e câncer de pele – muito diferentes, mas muito parecidos

Aos ouvidos do leigo, o termo “melasma” a princípio pode até ser confundido com um tipo de câncer de pele, o “melanoma”. Mas são duas doenças completamente distintas, tanto na forma de manifestação, quanto nas consequências para o indivíduo.

O momento é propício para a comparação, já que a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) acaba de lançar a campanha Dezembro Laranja, um mês inteiro dedicado a alertar a população sobre a importância da prevenção ao câncer de pele.

Mas, se são patologias tão distintas, por que compará-las? O dermatologista Bruno Vargas, especialista no tratamento do melasma, explica que há muito em comum entre ambas.

dr.bruno“Tanto o câncer de pele quanto o melasma podem ser desencadeados pelos mesmos fatores, como exposição excessiva ao sol, ao calor e a agentes químicos. Além disso, nos dois casos, a pré-disposição genética e a carga hereditária são aspectos que podem fazer a diferença entre desenvolver ou não essas doenças”

Outro ponto em comum: assim como no câncer, o que define o surgimento ou não do melasma ainda é um mistério para a ciência. Porém, o Dr. Bruno Vargas deixa claro que há diferenças cruciais.

“O câncer é uma mutação genética que leva à multiplicação descontrolada das células, que vão tomando o lugar de outros tecidos. No tipo mais agressivo (melanoma), as células podem se desprender, circular pelo organismo via corrente sanguínea ou sistema linfático e se fixar em outras partes do organismo, levando inclusive ao óbito, se não tratado a tempo. Já no caso do melasma, o que ocorre é uma disfunção dos melanócitos, células responsáveis pela melanina que protege a pele. Quando estas células produzem o pigmento em excesso, formam-se as manchas escuras que caracterizam o melasma. Mas ele sempre será benigno e sem maiores consequências, a não ser estéticas”

ENTENDA AS DIFERENÇAS

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*Para um diagnóstico adequado, o orientação é procurar um especialista.

Nos dois casos, a prevenção é fundamental. É preciso cuidar da saúde com boa alimentação e evitar a exposição ao sol e a outras fontes de luz e calor sem a devida proteção.

Veja também:
Mitos e Verdades sobre o melasma

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