A mancha característica de um quadro de melasma, em geral, apresenta traços bem estabelecidos apesar de existirem diferentes tipos de melasma. São marcas escuras e irregulares, mas apresentam limites bem definidos. A região mais acometida é o rosto, mas elas podem aparecer também no pescoço, nos braços ou no colo. Na face, por exemplo, a mancha pode ocupar a localização mais central (testa, nariz e bochechas) ou periférica (contorno facial). Algumas vezes, a mancha ocupa toda a face ou muda de local com o passar do tempo.
No entanto, o que determina os tipos de melasma não é o aspecto das manchas e nem a sua localização externa no corpo. O fator usado como referência para estabelecer a tipologia é, na verdade, em qual camada da pele se apresenta o depósito excessivo de melanina.
Os tipos de melasma
Existem três tipos de melasma, que são estabelecidos de acordo com qual é a camada de pele acometida pela mancha. São eles, portanto:
Epidérmico
Nesse caso, o depósito de melanina atinge a epiderme, a camada mais superficial da pele. Portanto, a mancha fica em contato direto com o ambiente externo;
Dérmico
A marca está localizada na derme – camada intermediária da pele – superficial e profunda. Nessa situação, a melanina fica acumulada em um local que apresenta diferentes tipos de tecidos, de funções diversas, como vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e terminações nervosas;
Misto
Aqui, o excesso de melanina vai aparecer, ao mesmo tempo, nas duas camadas citadas anteriormente, tanto na epidérmica quanto na dérmica.
A “idade” da mancha
A classificação acima não chega a ser realmente importante na hora de estabelecer um tratamento para o melasma. Melasma é sempre melasma. O cerne da questão é que quanto mais “antigo” o melasma, mais profundo ele se torna.
O diagnóstico é feito mediante exame clínico. O dermatologista investiga o histórico clínico do paciente e o tempo de evolução do melasma.
O tempo e o tratamento
Conforme dito anteriormente, melasmas mais recentes são mais superficiais, e quanto mais antigos eles se tornam, mais vão se aprofundando na pele do paciente. A profundidade do melasma influencia no tipo de tratamento indicado. Para manchas mais recentes, é comum obter boas respostas com os peelings e também com os tratamentos com ácidos. Casos mais profundos costumam requerer a intradermoterapia com ácido tranexâmico ou o laser de picossegundos, mais conhecido como Picoway®.
Tratamentos com ácidos
É comum aplicá-los por meio de produtos tópicos. Existem fórmulas tópicas com diferentes ativos (ácido gálico, ácido glicólico entre outros) que têm se revelado métodos eficazes contra o melasma. À noite, por exemplo, pode ser recomendado o uso combinado de ácidos clareadores com diferentes tipos de ação.
Peelings
O peeling é um método para esfoliar a pele e acelerar seu processo de renovação. Peelings químicos funcionam com a aplicação de agentes que destroem as camadas superficiais da pele. Em seguida, acontece a regeneração da pele, com uma aparência melhorada em relação ao aspecto anterior ao procedimento.
Existem três níveis de peeling: superficial, médio e profundo. Os peelings superficiais devem ser realizados em várias aplicações, com descamação geralmente mais fina. Por outro lado, os médios e profundos são executados em uma única sessão, com formação de crostas e descamação mais profunda. Vale lembrar que peelings mais profundos podem gerar piora da mancha, devido ao grande processo inflamatório desencadeado.
Ácido tranexâmico
Aplicado a partir de um método conhecido como intradermoterapia, já que a agulha é introduzida sobre a mancha e vai até a camada intermediária da pele. O ácido impede que o melanócito produza mais pigmento, o que bloqueia o aparecimento de novas manchas.
Picoway®
Tecnologia de última geração (laser de picossegundos), esse procedimento intervêm com precisão sobre os excessos de melanina sem ser muito invasivo. Quer saber mais? É aqui!
Saiba mais!
É importante salientar que a indicação de tratamento para qualquer um dos tipos de melasma deve, necessariamente, ser feita por um dermatologista. Saiba mais, por exemplo, sobre a intradermoterapia, usada para aplicar medicamentos – inclusive o ácido tranexâmico – diretamente na região afetada. Clique!