Algumas dermatoses inflamatórias (doenças de pele) podem deixar sequelas, como manchas escurecidas, mas que têm tratamento. Pode ser indicado tratamento tópico despigmentante, ou ainda terapias feitas com peeling químicos. O dermatologista Bruno Vargas ressalta que cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em consideração características tanto do paciente quanto das manchas.
Essas manchas, que recebem o nome técnico de hipercromia pós-inflamatória, de acordo com Vargas, têm tratamentos desafiadores. “Lidar com esse tipo de mancha não uma tarefa fácil, é preciso que o paciente tenha calma e não se afobe. Grande parte dos quadros só são resolvidos com procedimentos conjuntos”, comenta.
Estudo de caso
Estudo publicado na Surgical & Cosmetic Dermatology, revista científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia, descreveu a técnica de peeling com ácido tioglicólico para tratamento de hipercromia pós-inflamatória. A paciente tratou, por três meses, lesões cutâneas e, ao final, apresentava as manchas. Por outros quatros meses, a fim de tratar essas manchas, o, foram utilizados hidroquinona (4%) e ácido glicólico (10%), em creme. Não houve sucesso contra as manchas.
Então, os especialistas iniciaram peeling com intervalos quinzenais, com aplicação de gel, além de uso diário de forma despigmentante e ácido trenaxêmico, em casa, para potencializar o peeling. A paciente também foi orientada a usar fotoproteção diária, com FPS 50. O resultado foi a melhoria parcial significativa, com clareamento das lesões.