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A perda excessiva de fios não é um pesadelo unicamente masculino. Se você é mulher e tem percebido uma rarefação e afinamento de fios, pode ser que você esteja manifestando um padrão de calvície feminina.
O propósito deste artigo é, portanto, te entregar ferramentas confiáveis para solucionar suas dúvidas sobre a condição, suas causas e os possíveis tratamentos. O diagnóstico deve ser feito por um Médico Dermatologista especialista em Tricologia, após a realização do exame de Tricoscopia em consulta
Boa leitura!
O que é calvície feminina?
A calvície feminina é uma desordem genética. Acredite se quiser, até 40% das mulheres podem apresentar este quadro em algum momento na vida. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, geralmente, os primeiros sinais podem surgir na adolescência ou em outras mulheres após a menopausa.
Como já foi adiantado na introdução, a calvície – ou alopecia androgenética – é a perda excessiva de cabelo, o que torna parte do couro cabeludo mais visível, devido à rarefação dos fios. A condição começa com o afinamento, encurtamento, rarefação e despigmentação gradativa dos fios. Nas mulheres, o padrão é mais difuso, isto é, tende a afetar todo o couro cabeludo, embora seja mais concentrada na região central e na franja.
O que causa?
A calvície feminina é determinada por padrões genéticos – ou seja, é uma condição herdada do pai ou da mãe, ou de ambos. Mas pode haver casos em que nem um dos pais apresenta calvície. Geralmente, ocorre de maneira progressiva, e pode ser agravado por mudanças hormonais, como a menopausa, síndrome dos ovários policísticos e uso de anabolizantes, por exemplo.
Quando causada por problemas hormonais, é comum observar presença de acne, aumento dos pelos na face e no corpo, além de alterações menstruais, junto ao quadro de rarefação dos cabelos.
O que mais pode agravar a condição?
A Calvície é genética, como mencionamos, mas alguns hábitos desequilibrados podem contribuir para a progressão mais rápida do quadro. Má alimentação, estresse psicológico intenso, má qualidade de sono, tabagismo e exagero de bebidas alcoólicas são hábitos que irão piorar a saúde como um todo, e também a qualidade dos fios.
Lavar o cabelo todo dia pode aumentar a queda dos fios?
Se você já escutou que a lavagem aumenta a queda, fique tranquila, pois este processo não altera o fluxo de crescimento dos fios. Cabelos oleosos podem – e devem – ser lavados diariamente, pois negligenciar a higienização pode causar aumento da dermatite seborreica (caspa), que causará mais queda capilar.
Tem cura?
A alopecia androgenética é de origem genética, portanto, infelizmente, não tem cura. No entanto, é possível controlar, minimizar seus efeitos e melhorar a espessura dos fios, através de medicamentos e aplicações injetáveis, como o MMP®️. Casos em que a paciente tem o couro cabeludo muito exposto na franja, o transplante capilar é muito bem indicado, desde que a paciente tenha boa área doadora capilar.
Como funcionam os tratamentos?
O tratamento para a calvície feminina irá depender do nível de perda capilar e afinamento em que o paciente se encontra. Por isso, frisamos a importância de consultar um dermatologista capacitado, para que ele possa fazer a análise do couro cabeludo e iniciar o tratamento adequado o quanto antes.
Via de regra, os tratamentos podem ser:
- Medicamentos
Medicamentos para calvície ajudam e devem ser usados de forma contínua para manutenção de resultados. Utilizados na dosagem correta, após alguns meses o ciclo do crescimento é alterado, fazendo com que os fios engrossem e folículos em latência sejam reativados para o crescimento de novos fios.
Principalmente para mulheres, podem haver efeitos colaterais. É preciso, portanto, um acompanhamento médico.
- Transplante
O transplante pode ser uma ótima alternativa para pacientes que apresentam uma rarefação ou perda excessiva, a qual não será revertida por meio de medicamentos. Nas mulheres, o procedimento é feito, principalmente, na linha da frente.
O procedimento é feito com os fios do próprio paciente, para não se ter rejeição e um resultado natural. Por essa razão, o paciente precisa apresentar fios saudáveis na parte posterior do couro cabeludo, os quais serão transplantados na área calva.
Conheça as técnicas de extração mais sofisticadas do mercado:
Técnica FUE
Na técnica FUE, retira-se unidades foliculares (grupos de um a quatro fios) do couro cabeludo, geralmente das laterais e área posterior do cabelo, utilizando um aparelho motorizado. Este faz uma micro-incisão ao redor de cada unidade folicular, de forma precisa e suave. As unidades foliculares são então transplantadas no local em que há rarefação ou queda capilar.
A recuperação é rápida, sendo necessário apenas 48h de repouso para evitar edemas. Nos dias após o procedimento, pequenas crostas são formadas, e naturalmente eliminadas. Nesta técnica há necessidade de raspar uma janela na parte posterior dos cabelos da paciente para a extração dos enxertos. As pequenas cicatrizes ficarão escondidas pelos cabelos da paciente.
Técnica FUT
Na técnica FUT, uma parte do tecido do couro cabeludo é retirado em forma de faixa, para a implantação na área calva. Em seguida, as unidades foliculares são preparadas e selecionadas uma a uma pela equipe. Posteriormente, são transplantadas – uma por vez – com o auxílio de agulhas especiais.
A cicatriz é linear e ficará coberta pelos fios do próprio paciente. Há uma boa tolerância após o procedimento e os pontos são removidos em torno de 2 a 3 semanas. No local dos fios transplantados podem ser formadas pequenas “casquinhas”.
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