A maquiagem que já não assenta da mesma forma na pálpebra. A sensação de olho pesado no fim do dia. As fotos em que você parece cansada mesmo depois de uma boa noite de sono.
Com o tempo, a pele das pálpebras perde elasticidade e as bolsas de gordura podem ficar mais aparentes. Quando essas mudanças pesam no olhar ou interferem na visão, a blefaroplastia pode entrar no planejamento.
O que é blefaroplastia
A blefaroplastia é a cirurgia das pálpebras. Ela trata o excesso de pele e, quando necessário, reposiciona ou remove bolsas de gordura que deixam o olhar mais pesado ou cansado. Pode ser feita na pálpebra superior, na inferior ou nas duas, e a cicatriz fica escondida nas dobras naturais da pálpebra.
A indicação pode ser estética, funcional ou reunir os dois objetivos. Em alguns pacientes, o excesso de pele interfere inclusive no campo visual, enquanto em outros a principal queixa está nas bolsas ou na mudança do contorno das pálpebras.
Quando a blefaroplastia é indicada
Na pálpebra superior, o excesso de pele, chamado dermatocálase, pode dobrar sobre a pálpebra móvel, esconder parte da região onde a sombra é aplicada e provocar sensação de peso. Quando essa pele avança em direção aos cílios, também pode reduzir a parte superior do campo visual.
Já na pálpebra inferior, uma das queixas mais frequentes são as bolsas. Elas aparecem quando a gordura da região se projeta para frente, formando um volume que não desaparece com descanso ou com o uso de cremes.
Nos casos em que existe comprometimento funcional, o exame de campo visual pode ajudar a medir quanto o excesso de pele interfere na visão e complementar a avaliação médica.
Blefaroplastia, ptose ou sobrancelha caída?
Nem toda “pálpebra caída” tem a mesma causa. Por isso, diferenciar cada situação faz parte da avaliação antes da cirurgia.
- Excesso de pele ou dermatocálase: a blefaroplastia pode corrigir o excesso de tecido.
- Ptose palpebral: a borda da pálpebra superior fica posicionada mais baixa por uma alteração no mecanismo responsável por elevá-la. Nesse caso, a correção envolve uma cirurgia específica para ptose.
- Queda da sobrancelha: a posição mais baixa da sobrancelha pode empurrar os tecidos da região para baixo e acentuar o excesso aparente de pele.
Essas alterações também podem aparecer juntas. Por isso, tratar apenas a pele sem avaliar a posição da pálpebra e da sobrancelha pode não resolver toda a queixa. A avaliação com um oftalmologista especializado em Plástica Ocular permite identificar cada componente antes de definir o tratamento.
Blefaroplastia superior e inferior
Na blefaroplastia superior, o cirurgião costuma posicionar a incisão no sulco natural da pálpebra. Essa localização ajuda a deixar a cicatriz menos aparente depois da cicatrização.
Na pálpebra inferior, existem diferentes possibilidades. Quando o foco está principalmente nas bolsas de gordura, o cirurgião pode realizar o acesso por dentro da pálpebra, chamado transconjuntival, sem incisão externa na pele.
Já quando existe excesso de pele associado, uma das opções é posicionar a incisão logo abaixo dos cílios. A avaliação define qual técnica atende melhor às características de cada paciente.
Blefaroplastia sem corte ou a laser: existe?
Tecnologias como o laser de CO₂ podem melhorar textura, linhas finas e graus leves de flacidez ao redor dos olhos. No entanto, elas não retiram excesso importante de pele nem tratam da mesma forma bolsas de gordura que exigem abordagem cirúrgica.
Também existe o termo “blefaroplastia a laser”. Nesse caso, o laser pode funcionar como instrumento para realizar a incisão durante a própria cirurgia. Ou seja, ainda se trata de uma blefaroplastia cirúrgica.
Como é a cirurgia
A blefaroplastia pode envolver anestesia local associada à sedação ou outras modalidades anestésicas, conforme o planejamento da cirurgia. O tempo de procedimento também varia de acordo com as pálpebras tratadas e com a associação ou não de outras correções.
Antes da cirurgia, a avaliação considera a quantidade de pele, a posição das pálpebras e das sobrancelhas, a presença de ptose, a superfície ocular, sintomas de olho seco e o histórico de saúde do paciente.
Quando existe uma queixa funcional, exames como o campo visual também podem ajudar a documentar o impacto do excesso de pele sobre a visão.
Recuperação: o que esperar
A recuperação acontece gradualmente e varia entre os pacientes. Nos primeiros dias, inchaço, hematomas, irritação e sensação de ressecamento podem aparecer e tendem a melhorar à medida que a região cicatriza. American Society of Plastic Surgeons
De forma geral:
- Primeiros dias: compressas frias e a cabeça mais elevada podem ajudar a controlar o inchaço.
- Primeira e segunda semanas: os hematomas e o edema costumam diminuir progressivamente.
- Pontos: quando a cirurgia utiliza suturas externas, o cirurgião costuma retirá-las na primeira semana, de acordo com a técnica empregada.
- Retorno às atividades: muitas pessoas retomam atividades sociais e profissionais entre 7 e 14 dias, dependendo da evolução do pós-operatório.
- Resultado: o aspecto das pálpebras continua mudando à medida que o edema desaparece e a cicatriz amadurece. A recuperação completa pode levar alguns meses.
Durante esse período, o uso de óculos escuros e a fotoproteção ajudam a proteger a região operada e a cicatriz.
Dor intensa, piora súbita do inchaço, sangramento importante ou alterações na visão exigem contato imediato com a equipe médica.u qualquer perda de visão não são esperadas. Nesses casos, fale imediatamente com a equipe.
Quais são os riscos?
Como em qualquer cirurgia, a blefaroplastia pode apresentar intercorrências. Por isso, realizamos uma avaliação pré-operatória minuciosa, considerando a anatomia das pálpebras, a superfície ocular, o histórico de saúde e fatores que possam interferir na recuperação.
Durante a consulta, o paciente também recebe todas as orientações sobre o procedimento, os cuidados do pós-operatório e os possíveis riscos. O acompanhamento próximo em todas as etapas faz parte da segurança da cirurgia
Quem precisa de uma avaliação mais cuidadosa
Algumas condições exigem atenção especial antes da cirurgia, como olho seco importante, doenças da superfície ocular, alterações da tireoide que afetam os olhos e uso de medicamentos que aumentam o risco de sangramento.
Além disso, a avaliação pré-operatória permite identificar fatores que podem exigir tratamento prévio ou mudanças no planejamento da blefaroplastia.
Como funciona a blefaroplastia na CBV Clínica
Na CBV Clínica, a blefaroplastia é conduzida pela Dra. Bruna Bettini, oftalmologista especializada em Plástica Ocular.
A avaliação diferencia excesso de pele, ptose palpebral e queda da sobrancelha, além de considerar a superfície ocular e a função das pálpebras. A partir dessa análise, a Dra. Bruna define a técnica mais adequada para cada caso e acompanha todas as etapas do pós-operatório.
Saiba mais sobre a cirurgia de blefaroplastia na CBV.
Blefaroplastia: preço na CBV Clínica
O preço da blefaroplastia depende das pálpebras tratadas, da técnica escolhida e da necessidade de associar outros procedimentos.
Por isso, a equipe define o valor depois da avaliação, quando já é possível estabelecer o planejamento cirúrgico de cada paciente.
Perguntas frequentes
Na pálpebra superior, o cirurgião posiciona a incisão no sulco natural da pálpebra, o que tende a deixar a cicatriz menos aparente com o passar dos meses.<br/><br/>Na pálpebra inferior, quando a técnica transconjuntival atende à indicação, o acesso acontece por dentro da pálpebra e não deixa cicatriz externa na pele.
Pode melhorar quando o excesso de pele da pálpebra superior reduz o campo visual. Nesses casos, a cirurgia retira o tecido que cobre parte da visão periférica superior e também pode reduzir o esforço para manter os olhos mais abertos.<br/><br/>A blefaroplastia, porém, não altera o grau dos óculos e não trata condições como miopia, astigmatismo ou presbiopia.
A maior parte do inchaço e dos hematomas tende a melhorar nas primeiras semanas. No entanto, um edema discreto pode persistir por mais tempo enquanto os tecidos continuam cicatrizando.
Não existe uma idade única para fazer blefaroplastia. A indicação depende das alterações presentes nas pálpebras e do impacto estético ou funcional que elas provocam.<br/><br/>Fatores genéticos também podem fazer com que excesso de pele ou bolsas apareçam mais cedo em algumas pessoas.
Os resultados costumam ser duradouros, mas a cirurgia não interrompe o envelhecimento. Com o passar dos anos, a pele e os tecidos continuam mudando naturalmente.<br/><br/>A fotoproteção e os cuidados com a pele ajudam a preservar a qualidade da região ao longo do tempo.
Em alguns casos, sim. Quando a avaliação identifica ptose palpebral, queda da sobrancelha ou outras alterações associadas, o planejamento pode incluir procedimentos complementares.<br/><br/>A decisão depende da anatomia, da queixa e das condições clínicas de cada paciente.
Agende sua avaliação na CBV Clínica
A Dra. Bruna Bettini é oftalmologista especializada em Plástica Ocular e conduz o Núcleo de Oculoplástica da CBV Clínica.
A avaliação permite entender se a queixa vem do excesso de pele, das bolsas de gordura, da posição da pálpebra, da sobrancelha ou da associação entre esses fatores e, a partir disso, definir o tratamento mais adequado.
Para agendar sua avaliação, fale com a gente pelo WhatsApp.