A dermatite atópica é uma doença crônica de pele, que apresenta crostas e erupções caracterizadas por coçarem bastante. Também conhecida como eczema atópico, é mais comum surgir nas dobras dos braços e na parte de trás dos joelhos. A doença é um dos tipos mais comuns de dermatite e pode vir acompanhada de asma ou rinite alérgica. Normalmente, o eczema é genético, sendo difícil evitar sua primeira aparição.
Dermatite atópica: como tratar?
Geralmente, o tratamento de dermatite atópica é realizado com uso de hidratantes com características específicas e, eventualmente, por meio de anti-histamínicos, que podem amenizar a coceira que acompanha a doença.
Na maioria dos casos, também são usados medicamentos tópicos, aplicados diretamente sobre a pele ou no couro cabeludo do paciente. O uso de corticoides tópicos pode ser necessário durante as crises, sendo muito importante a verificação se a potência do ativo é compatível com a área tratada.
Os corticóides usados na face, por exemplo, devem ser de potência leve a moderada e por períodos não muito prolongado. Já existem diversos estudos que comprovam os benefícios dos probióticos no controle da dermatite atópica.
Além disso, outros medicamentos podem ser indicados, como os antibióticos tópicos ou orais (no casos de infecção secundária da pele) e imunossupressores orais (em casos graves e refratários).
Cuidados
Cuidados domiciliares diários com a pele são extremamente importantes, tais como:
- evitar coçar as erupções;
- manter a pele hidratada,
- com óleos e cremes que não possuam, em sua composição, álcool, perfumes, fragrâncias, corantes ou outras substâncias químicas;
- usar pomadas ou cremes ou loções específicos de duas a três vezes ao dia;
- evitar banhos muito quentes e demorados;
- não passar sabonetes diretamente na pele lesionada e não usar tecidos irritantes, como lã e produtos químicos e solventes.
Em crianças, a doença normalmente costuma regredir por volta dos cinco ou seis anos de idade, podendo persistir na idade adulta.
As pessoas que possuem eczema tendem a apresentar pele seca, com mais possibilidade de crises no inverno, pela diminuição da umidade relativa do ar e pelo hábito de tomar banhos muito mais quentes e demorados, além do uso de roupas de tecidos de lã.
É sempre fundamental consultar um dermatologista para analisar os fatores agravantes da doença e indicar o melhor tratamento. Continue lendo nosso blog e confira outros artigos sobre cuidados com a pele.
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