A escolha do laser para melasma é uma das dúvidas mais frequentes entre quem convive com essa condição crônica. Nos últimos anos, tecnologias como o PicoWay ganharam destaque por ampliarem as possibilidades de tratamento e oferecerem uma abordagem diferente dos lasers tradicionais.
Mas a evolução da dermatologia não parou por aí. Novas tecnologias ampliaram ainda mais as possibilidades de tratamento, tornando a abordagem do melasma cada vez mais precisa e personalizada. Ao longo deste conteúdo, você vai conhecer as principais opções disponíveis atualmente e entender por que a indicação correta é tão importante quanto o equipamento.
PicoWay: ainda é uma boa opção de laser para melasma?
O PicoWay representou um avanço importante no tratamento do melasma. Seu diferencial está no uso de pulsos ultrarrápidos, na escala dos picossegundos, que fragmentam a melanina de forma predominantemente mecânica, com menor aquecimento dos tecidos quando comparado aos lasers convencionais.
Na CBV Clínica, trabalhamos com essa tecnologia durante muitos anos e acompanhamos de perto sua contribuição para a evolução dos tratamentos a laser. Desde então, a dermatologia continuou avançando e novas tecnologias ampliaram ainda mais as possibilidades de tratamento.
A abordagem atual combina diferentes equipamentos para tratar as diferentes profundidades e características do melasma (epidérmico, dérmico ou misto).
Quais lasers para melasma a CBV usa hoje?
Na CBV, cada laser do portfólio tem uma função específica no controle da hiperpigmentação:
Discovery Pico: picossegundos com alta potência
Assim como o PicoWay, o Discovery Pico opera na velocidade de picossegundos, mas se destaca pela alta potência e versatilidade. Ele é capaz de entregar uma quantidade maior de energia no alvo, fragmentando a melanina em partículas ainda menores (semelhantes a “poeira”), que são eliminadas mais facilmente pelo organismo.
Com os comprimentos de onda de 1064nm e 532nm, ele atua tanto no melasma mais superficial quanto no profundo. É a evolução direta da tecnologia que o PicoWay propôs.
Laser MIIN: a segurança para peles sensíveis e escuras
Um dos maiores medos no tratamento do melasma é a hiperpigmentação pós-inflamatória (efeito rebote), especialmente em peles negras e mestiças (fototipos III a VI).
O Laser MIIN foi pensado para essa situação. Ele opera no modo Q-Switched (nanossegundos) de forma inteligente, gerando baixíssima inflamação. Por isso, costuma ser indicado para quem precisa clarear a mancha sem agredir a melanina saudável ao redor, inclusive em fototipos altos.
Ultra Laser: reconstrução da pele de dentro para fora
O melasma não é só pigmento. Muitas vezes ele está associado a uma barreira cutânea fragilizada e a um processo de envelhecimento da pele.
O Ultra Laser (Túlio) trabalha de forma não ablativa, tratando as camadas médias da pele. Ele estimula a regeneração do colágeno e melhora a textura da pele, criando um ambiente mais saudável e menos propenso às manchas.
Youlaser: precisão para textura e pigmentação residual
Combinando os comprimentos de onda de 1540 nm e 10.600 nm, o Youlaser atua principalmente na qualidade da pele. Ele melhora a textura, reduz poros dilatados, suaviza cicatrizes de acne e contribui para uniformizar o tom da pele.
É um complemento útil quando o objetivo é tratar não apenas o pigmento, mas também as alterações que costumam acompanhar o melasma.
O que realmente importa no tratamento do melasma?
Independentemente da tecnologia utilizada, existe uma informação que todo paciente precisa saber: o melasma é uma condição crônica. O objetivo do tratamento não é “eliminar” a doença, mas manter as manchas sob controle, reduzir as crises e preservar a saúde da pele ao longo do tempo.
Hoje, a grande evolução não está apenas nos aparelhos, mas na possibilidade de personalizar o tratamento. Em vez de buscar um único “melhor laser”, o dermatologista pode combinar diferentes tecnologias para atuar sobre os diversos componentes do melasma e adaptar a estratégia às características de cada pele.
Além dos lasers, o controle do melasma também depende de medidas contínuas, como fotoproteção diária, cuidados com a rotina de skincare e acompanhamento médico. São esses fatores, associados às tecnologias mais adequadas para cada caso, que permitem alcançar resultados mais consistentes e duradouros.
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