Toxina botulínica ou ácido hialurônico?

Quando as pessoas procuram procedimentos que promovem o rejuvenescimento, uma dúvida muito recorrente é se a necessidade é de toxina botulínica ou ácido hialurônico. Bastante conhecidos pelo grande público, a toxina botulínica e o ácido são substâncias muito usadas em procedimentos estéticos, uma vez que estão intimamente ligados a uma pele mais jovem, lisa, firme e bem hidratada.

Basicamente, o ácido hialurônico é uma molécula que já possuímos no organismo, responsável por atrair e reter a água em seu redor, dando firmeza e textura homogênea à pele e a diversos tecidos do corpo. Já a toxina botulínica é produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum, sendo uma substância que, quando injetada diretamente no músculo, tem o poder de paralisá-lo temporariamente.

Muitas pessoas não sabem diferenciar os dois compostos e ficam na dúvida sobre qual procedimento usar e quais são as suas funções. Vamos, então, detalhar as principais diferenças entre eles.

Ácido hialurônico

O ácido hialurônico tem um papel de grande relevância na dermatologia. Com ele, são realizados procedimentos de preenchimento facial. Ele pode ser usado para repor o volume de toda a face, além de hidratar pela propriedade de retenção hídrica da molécula.

Uma função dele é de atuar contra uma face cansada e  envelhecida. É comum que, com o passar do tempo, o aspecto da face se altere. O problema pode atingir até mesmo pessoas jovens. Isso acontece porque, a partir dos 30 anos, o corpo diminui a produção de ácido hialurônico, substância presente em nosso organismo e responsável por reter água ao seu redor, dando mais juventude e firmeza à pele. Além disso, existe perda da massa óssea do crânio e redução da gordura facial. Ou seja, o rosto vai perdendo gradualmente o recheio, o que implica na mudança da forma e perda do contorno.

Quando o ácido hialurônico passa a ser produzido em menor quantidade, aparecem os primeiros sinais do envelhecimento, como rugas finas e piora da textura e viço da pele. Diante disso, a aplicação do ácido proporciona maior hidratação da pele, além de restaurar o volume perdido com o passar dos anos.

Estudo comprova ação do ácido hialurônico

Um estudo publicado na Surgical & Cosmetic Dermatology, revista científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia, descreveu a técnica de preenchimento da região dos olhos com ácido hialurônico. Segundo a pesquisa, não houve casos de ausência de melhora ou de insatisfação por parte das pacientes ou do médico aplicador.

Além disso, os efeitos adversos foram de pouca gravidade e transitórios, como hematomas discretos após aplicação. Concluiu-se, assim, que a técnica subdérmica superficial de preenchimento da goteira lacrimal é segura, de fácil execução e com baixo risco de complicações. É indicada, principalmente, para pacientes jovens, sem flacidez cutânea e como técnica complementar à blefaroplastia.

Tratamento

Para rejuvenescer a pele, o ácido hialurônico pode ser aplicado em forma de cremes e injeções. Na forma injetável, o processo é realizado por meio de agulhas/cânulas de diferentes dimensões e calibres, e visa hidratar o local e/ou repor o volume perdido com o envelhecimento. Na forma de creme, o ativo atrai moléculas de agua que conferem mais viço e firmeza a pele local.

O tratamento com a substância não é definitivo. O tempo médio de duração do preenchimento é de 12 meses e varia individualmente de acordo com a área tratada, volume, tipo de produto injetado, hábitos individuais do paciente e cuidados com a pele. A manutenção é realizada num período de 6 meses a 2 anos, em média.

Toxina Botulínica ou toxina botulínica®

A toxina botulínica, popularmente chamada de “toxina botulínica”, é uma substância que, quando injetada diretamente no músculo, paralisa-o temporariamente. Essa ação intencional serve para diminuir ou atenuar as rugas de expressão (dinâmicas) que ocorrem principalmente na testa, ao redor dos olhos (“pés de galinha”) e entre as sobrancelhas.

Também é usada para arquear a sobrancelha, elevar a ponta do nariz, relaxar um queixo muito enrugado, corrigir o sorriso gengival, melhorar o aspecto enrugado do pescoço e definir o contorno da mandíbula, através da técnica de lifting com “toxina botulínica”. Utiliza-se a toxina botulínica também para outras ações, como diminuir ou eliminar transpiração excessiva em axilas, mãos, pés e até para melhorar a cefaleia tensional (dor de cabeça).

Na Clínica Bruno Vargas, a aplicação da toxina botulínica é feita por um dermatologista qualificado e experiente, para que o resultado obtido seja o mais natural possível, não deixando o paciente com um aspecto “plastificado”, ou seja, artificial. A marcação dos locais a serem injetados é feita pelo médico e a substância é aplicada com uma agulha própria e muito fina. O procedimento é bastante tolerável.

Tratamento

A duração da toxina é de 3 a 6 meses, em média, na face e no pescoço. Já nas axilas, a permanência é um pouco maior, em torno de 6 a 9 meses. As novas aplicações devem respeitar o período mínimo de 4 meses, que geralmente é quando as rugas voltam a aparecer gradativamente. O resultado inicia-se por volta do terceiro dia após as aplicações, com o enfraquecimento do músculo. Somente após a segunda semana, depois das aplicações, é que o aspecto final do procedimento pode ser observado.

O pós-tratamento é tranquilo e o paciente não necessita interromper as atividades diárias. Pequenos hematomas podem ocorrer no local da aplicação, mas são passageiros. O uso da toxina botulínica apresenta as seguintes contraindicações: gestação, amamentação, doenças neurológicas e alergia à substância.

toxina botulínica ou ácido hialurônico?

Em resumo, há quem confunda aplicação de ácido hialurônico com a aplicação de toxina botulínica, mas isso não é correto. A ação do toxina botulínica® (uma das marcas disponível no Brasil) é paralisar o músculo de determinada região, impedindo a contração e, consequentemente a formação de rugas, além de suavizar os vincos.

Já o ácido hialurônico repõe o volume perdido de determinadas áreas da face, preenche sulcos e melhora o contorno do rosto. Enquanto a pele costuma ser tratada com laser e ácidos tópicos, o ácido hialurônico pode ser indicado quando há perda óssea ou de gordura, e o toxina botulínica® para amenizar a força de contração dos músculos da mímica. O dermatologista deve avaliar o método mais adequado para cada paciente dependendo do quadro e da necessidade.

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