Ultrassom de mama e mamografia: qual a diferença e quando fazer cada um

Chega outubro, e a lista de exames da mama volta à cabeça. Então a dúvida aparece: se já fiz a mamografia, ainda preciso do ultrassom de mama? E se fiz o ultrassom, a mamografia continua sendo necessária?

Embora os dois exames avaliem as mamas, eles não enxergam exatamente as mesmas coisas. A mamografia tem papel fundamental no rastreamento do câncer de mama, enquanto o ultrassom ajuda a investigar e caracterizar determinadas alterações.

Por isso, neste Outubro Rosa, vale entender quando cada exame entra na avaliação e por que eles podem se complementar.

Ultrassom de mama e mamografia: qual a diferença?

A diferença está na forma de gerar a imagem e, portanto, no que cada exame vê melhor. A mamografia comprime a mama entre duas placas e usa raios X em dose baixa.

Já o ultrassom de mama desliza um transdutor com gel sobre a pele. Em seguida, o aparelho forma a imagem a partir do eco das ondas sonoras.

MamografiaUltrassom de mama
Como funcionaRaios X em dose baixaOndas sonoras, sem radiação
O que vê melhorMicrocalcificações e distorções do tecidoNódulos, cistos e mamas densas
Papel principalRastreamento a partir dos 40 anosComplemento e investigação de achados
DesconfortoCompressão rápida da mamaPressão leve do transdutor
Guia biópsia?Em alguns casosSim, na maior parte das biópsias

Na prática, a mamografia encontra sinais muito precoces que o ultrassom não mostra bem. Por outro lado, o ultrassom diferencia um nódulo sólido de um cisto com líquido. A mamografia, sozinha, não dá essa informação.

Dra. Luciana Albernaz ao lado do aparelho de ultrassom da CBV Clínica

Para que serve o ultrassom de mama?

O ultrassom de mama serve para investigar um achado, complementar a mamografia e acompanhar alterações já conhecidas. Por exemplo, ele entra quando a mulher sente um nódulo, quando a mamografia mostra uma área duvidosa ou quando a mama é densa.

Além disso, o exame avalia as axilas, os implantes de silicone e as mamas de gestantes e lactantes, já que não usa radiação. Da mesma forma, ele guia a agulha nas biópsias. Assim, a médica tira a amostra do ponto exato, com mais segurança.

Outro uso frequente é o seguimento. Quando o exame mostra um cisto simples ou um nódulo de aspecto benigno, o médico pode acompanhar a lesão por ultrassom em intervalos definidos, sem procedimento.

O que é mama densa e por que ela muda a escolha do exame?

A mama densa tem mais tecido glandular e fibroso do que gordura. Na mamografia, esse tecido aparece branco, assim como os nódulos, e por isso pode esconder uma lesão. No ultrassom, entretanto, o contraste é diferente, o que ajuda a enxergar o que ficou encoberto.

A mama densa é comum antes da menopausa e não é doença. Contudo, o laudo da mamografia costuma informar a densidade. Desse modo, o médico decide se vale somar o ultrassom ao rastreamento.

Um estudo japonês, o J-START, mostrou esse efeito em quase 73 mil mulheres de 40 a 49 anos. Quando o ultrassom entrou junto da mamografia, a sensibilidade subiu de 77% para 91%. Ou seja, o exame combinado deixou passar menos cânceres.

Em contrapartida, o grupo com ultrassom teve mais chamadas para exames adicionais, como mostra o estudo publicado na Lancet. Por essa razão, a indicação do exame combinado deve ser individual.

Quando fazer mamografia e ultrassom de mama?

As sociedades médicas brasileiras recomendam mamografia anual dos 40 aos 74 anos para mulheres de risco habitual. A Quando fazer mamografia e ultrassom de mama?

Para mulheres de risco habitual, as principais sociedades médicas brasileiras recomendam a mamografia anual dos 40 aos 74 anos. Esse é o exame de referência para o rastreamento do câncer de mama, inclusive em mulheres que não apresentam sintomas.

O ultrassom de mama, por outro lado, não segue uma idade fixa nem substitui a mamografia no rastreamento. Ele entra de acordo com a avaliação de cada paciente e costuma complementar a investigação quando existe algum achado que precisa ser melhor caracterizado.

O médico pode solicitar o ultrassom, por exemplo:

  • para avaliar um nódulo ou outra alteração percebida no exame clínico;
  • para esclarecer achados identificados na mamografia;
  • como complemento em algumas mulheres com mamas densas;
  • durante a gestação ou amamentação, quando surge uma alteração que precisa ser investigada;
  • para acompanhar determinados nódulos e cistos já conhecidos.

Já mulheres com histórico familiar importante, mutações genéticas ou outros fatores que aumentam o risco para câncer de mama precisam de um planejamento individualizado. Nesses casos, o acompanhamento pode começar mais cedo e incluir outros exames, como a ressonância magnética.

Na CBV, a indicação parte do risco e da história de cada paciente. Mais importante do que simplesmente pedir todos os exames é entender quais deles acrescentam informação naquele momento e manter o rastreamento adequado ao longo dos anos.

O ultrassom de mama substitui a mamografia?

Não. A mamografia continua sendo o exame principal do rastreamento, porque detecta bem as microcalcificações, um dos sinais mais precoces do câncer de mama. O ultrassom, por outro lado, complementa e esclarece.

Por isso, quem faz só o ultrassom por medo da compressão perde uma parte importante da avaliação. Afinal, a compressão da mamografia é rápida e permite uma imagem nítida com dose baixa de radiação.

O tema importa porque o câncer de mama é o mais frequente entre as brasileiras, sem contar os tumores de pele não melanoma. De acordo com a estimativa do INCA, o Brasil deve ter cerca de 78 mil casos novos por ano entre 2026 e 2028.

Quando o diagnóstico acontece em fases iniciais, aumentam as possibilidades de tratamento e, em muitos casos, as abordagens podem ser menos extensas.

Como é o exame?

Você deita de barriga para cima, com o braço apoiado acima da cabeça. Em seguida, a médica passa o transdutor com gel sobre cada mama e sobre as axilas. O procedimento não dói.

Não há preparo especial nem jejum. Contudo, vale levar as mamografias e os ultrassons anteriores, já que a comparação com exames antigos mostra se algo mudou. Da mesma forma, ajuda contar sobre cirurgias, implantes, uso de hormônios, como na terapia de reposição hormonal, e casos de câncer na família.

O laudo segue a classificação BI-RADS, um padrão internacional que vai de 0 a 6. Cada categoria indica uma conduta, desde o rastreamento de rotina até a biópsia. Dessa forma, o médico que acompanha a paciente entende o resultado com clareza.

Na CBV Clínica, a Dra. Luciana Albernaz, médica com especialização em ultrassonografia, realiza o ultrassom de mama.

Perguntas frequentes sobre ultrassom de mama

O exame dói?

Não. O exame usa apenas um transdutor com gel sobre a pele. Em mamas sensíveis, porém, a pressão leve pode incomodar um pouco.

Precisa de preparo?

Não há jejum nem preparo especial. Ainda assim, vale levar exames anteriores e evitar cremes ou desodorante nas mamas e axilas no dia.

Quem tem silicone pode fazer mamografia?

Sim. Mulheres com implante de silicone podem fazer mamografia. A equipe utiliza técnicas específicas para avaliar melhor o tecido mamário ao redor da prótese. Quando existe indicação, o ultrassom ou a ressonância magnética podem complementar a avaliação da mama ou do próprio implante.

Mulher jovem precisa de ultrassom de mama de rotina?

Não, se não houver queixa nem risco aumentado. Contudo, diante de um nódulo ou de histórico familiar importante, o médico pode indicar o exame em qualquer idade.

O ultrassom de mama encontra câncer?

Sim, sobretudo em mamas densas, mas não substitui a mamografia. De fato, os dois exames juntos aumentam a chance de encontrar uma lesão cedo.

Cuide-se neste Outubro Rosa

O Outubro Rosa é um bom lembrete para colocar os exames das mamas em dia. Por isso, se algum exame está atrasado ou surgiu uma dúvida, não deixe para depois.

Na CBV Clínica, realizamos o ultrassom de mama com avaliação cuidadosa e integração com o acompanhamento médico quando necessário.

Para agendar seu exame, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp.

Sobre o
Autor

Dra. Luciana

Albernaz

Transformando imagens

em diagnósticos precisos

CRM-MG 68080 / RQE 69111

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