Ultrassom dermatológico: o que é, para que serve e quando é indicado

Um nódulo que apareceu embaixo da pele e não some. Uma área do rosto que ficou endurecida meses depois de um preenchimento. Uma lesão que o dermatologista quer entender melhor com um ultrassom dermatológico antes de decidir o tratamento.

Nessas situações, porém, olhar só a superfície não basta. Por isso, aqui você entende como o ultrassom dermatológico mostra o que está por baixo da pele, para que ele serve e quando o exame costuma ser pedido.

O que é ultrassom dermatológico?

O ultrassom dermatológico é um exame de imagem que usa ondas sonoras de alta frequência para mostrar as camadas da pele, a gordura logo abaixo dela e estruturas como unhas e couro cabeludo. Além disso, não usa agulha nem radiação, e as imagens aparecem na hora, durante o exame.

Como o ultrassom dermatológico funciona

O aparelho é o mesmo tipo usado em outros ultrassons, mas com um transdutor de frequência bem mais alta. Ou seja, quanto maior a frequência, mais detalhe a imagem mostra, em troca de uma profundidade menor.

Assim, é isso que permite enxergar estruturas de poucos milímetros, da camada mais externa da pele até a fáscia muscular.

Por exemplo, os equipamentos de alta frequência usados na dermatologia trabalham a partir de cerca de 10 a 30 MHz, e os de frequência ultra-alta passam disso, segundo uma revisão publicada no The Ultrasound Journal.

Com o Doppler, o exame também mostra o fluxo de sangue na região. Dessa forma, isso ajuda a entender se uma lesão tem muitos vasos, se há inflamação ativa ou onde passam as artérias antes de um procedimento.

Para que serve o ultrassom dermatológico?

Em primeiro lugar, o exame complementa a consulta. No entanto, ele não dá o diagnóstico sozinho, mas acrescenta informações que o olho e a palpação não alcançam. Os usos mais comuns são:

  • Nódulos: diferencia um cisto (com líquido) de um lipoma ou de outra lesão sólida, mede o tamanho e mostra a profundidade.
  • Planejamento de cirurgias de pele: mostra a extensão de uma lesão antes da retirada, o que ajuda a planejar a margem.
  • Doenças inflamatórias: na hidradenite supurativa, por exemplo, mostra túneis e coleções que ainda não aparecem na pele.
  • Unhas e couro cabeludo: avalia alterações embaixo da unha e cistos no couro cabeludo.
  • Preenchimentos: identifica o tipo de produto aplicado e onde ele está.

Ultrassom para ver preenchimento

Muita gente não sabe exatamente o que recebeu em um procedimento feito anos atrás. Em geral, o ultrassom mostra a diferença entre ácido hialurônico, bioestimuladores, silicone e PMMA, porque cada material aparece de um jeito na imagem.

Por isso, essa informação muda a conduta. O ácido hialurônico pode ser dissolvido com uma enzima, a hialuronidase. Outros materiais, por outro lado, não. Assim, quando há um nódulo ou uma área endurecida, o exame mostra onde o produto está e permite guiar a aplicação da enzima com mais precisão. Entenda mais sobre as complicações com preenchedores.

Além disso, o exame é útil para quem tem PMMA antigo. Desde junho de 2026, uma resolução do Conselho Federal de Medicina proíbe médicos de usar PMMA em preenchimentos, e quem já tem o material no corpo pode precisar de acompanhamento ao longo dos anos.

O que o ultrassom dermatológico não substitui

O ultrassom mostra forma, tamanho, profundidade e vascularização. No entanto, ele não substitui a biópsia quando existe suspeita de câncer de pele: o diagnóstico de um tumor continua sendo feito pela análise do tecido no laboratório.

O exame também depende de quem o realiza. A qualidade da imagem e da interpretação está ligada à experiência do médico com a pele e com os materiais usados em procedimentos estéticos.

Como se preparar e o que esperar

Na maioria dos casos, não há preparo. Vá com roupas que permitam acesso à região e evite cremes ou maquiagem na área no dia do exame.

Durante o exame, o médico aplica um gel e desliza o transdutor sobre a pele, às vezes com uma leve pressão. Não há corte nem agulha.

Como é o ultrassom dermatológico na CBV

Na CBV Clínica, o ultrassom dermatológico faz parte da área de ultrassonografia, que também realiza exames com Doppler e procedimentos guiados por ultrassom. O exame conversa com o atendimento dos núcleos de Dermatologia e de injetáveis da própria clínica.

O exame é feito no LOGIQ Totus, da GE HealthCare, um equipamento de ultrassom recente, com transdutores de alta frequência e gel aquecido, o que deixa o exame mais confortável.

Dessa forma, isso encurta o caminho: quando o exame mostra um preenchimento que precisa ser tratado, a conduta pode ser discutida com a equipe no mesmo lugar.

Ultrassom dermatológico: valor

O valor depende da quantidade de áreas avaliadas e do uso do Doppler. Por isso, para saber o valor do seu exame, fale com a equipe da clínica antes de agendar.

Perguntas frequentes

Ultrassom dermatológico dói?

Não. Afinal, o exame usa apenas gel e o contato do aparelho com a pele. Em áreas inflamadas, a pressão do transdutor pode incomodar um pouco.

O ultrassom mostra se um nódulo é câncer?

O exame mostra características que ajudam a levantar ou afastar suspeitas, mas não fecha esse diagnóstico. Quando há suspeita, a biópsia continua sendo necessária.

Dá para ver um preenchimento feito há muitos anos?

Na maioria dos casos, sim. Além disso, o exame costuma identificar o tipo de material e a camada em que ele está, mesmo quando a aplicação foi feita há bastante tempo.

Qual a diferença para o ultrassom do Ultraformer?

São coisas diferentes. O ultrassom dermatológico é um exame de imagem. O <a href=”https://cbvclinica.com.br/ultraformer-mpt/”>Ultraformer</a> usa ultrassom focado como tratamento, para estimular colágeno e tratar flacidez.

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Referências

  1. Levy J, et al. High-frequency ultrasound in clinical dermatology: a review. The Ultrasound Journal. 2021;13:24. https://link.springer.com/article/10.1186/s13089-021-00222-w
  2. Wortsman X. Identification and Complications of Cosmetic Fillers: Sonography First. Journal of Ultrasound in Medicine. 2015;34(7):1163-1172. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.7863/ultra.34.7.1163
  3. Agência Brasil. Resolução proíbe uso de PMMA por médicos em procedimentos na pele. Jun. 2026. https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/resolucao-proibe-uso-de-pmma-por-medicos-em-procedimentos-na-pele

Sobre o
Autor

Dra. Luciana

Albernaz

Transformando imagens

em diagnósticos precisos

CRM-MG 68080 / RQE 69111

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